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domingo, 23 de novembro de 2014

Aloe Oftálmica

Apresento a evolução do uso de Aloe vera como colírio:
Impressionante, somente 4 dias!!!
24 agosto 2009Seguem as fotos da evolução da "coisa" do olho da E. com o uso da Babosa.
(Aloe vera, mucilagem fresca)
1º de setembro de 2009
Segundo ela, deixou a babosa por menos de um minuto no lado interno da pálpebra em cima da "verruga", e foi dormir em seguida.
14 de setembro de 2009
Repetindo este procedimento por aproximadamente 4 noites. Notando uma evolução a cada manhã. Quando lavava o olho com soro fisiológico.
Após esta experiência, ampliei o uso para diversas afeções oftálmicas e os resultados sempre foram animadores.

Apresento coletânea bibliográfica que ratifica esta aplicação com vista à substituição dos diversos  colírios industriais que geralmente trazem corticoides e antibióticos em sua fórmula e algumas vezes até o perigoso anestésico:

http://www.medizzine.com/plantas/aloe_vera.php
http://www.google.com/patents/US6013259

domingo, 16 de novembro de 2014

Carqueja (Baccharis trimera)



KARAM, T.K. et al
Carqueja (Baccharis trimera): utilização terapêutica e biossíntese
Rev. bras. plantas med., Botucatu ,  v. 15, n. 2,   2013
 http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-05722013000200017

Parte da população brasileira já se habituou à utilização de espécies vegetais amargas para problemas hepáticos ou relacionados à digestão, sendo assim, a Baccharis trimera, popularmente conhecida como carqueja, é uma das espécies mais utilizadas nesta ocasião (Borella et al., 2006). O primeiro registro escrito do uso no Brasil data de 1931, informando o emprego da infusão das folhas e ramos.

O gênero Baccharis, incluído na tribo Astereae da família Asteraceae, é constituído por cerca de 500 espécies. Uma das mais importantes é Baccharis trimera (Less.) DC., também denominada Baccharis genistelloides var. trimera (Less.) Baker, com grande utilização na medicina tradicional e na produção de fitoterápicos (Borella et al., 2006).
As espécies do gênero Baccharis têm porte arbustivo, com altura entre 0,5 e 4,0 metros. Arbusto bastante ramificado na base possui caules e ramos verdes com expansões trialadas. As inflorescências são do tipo capítulo, dispostas lateralmente nos ramos, de cor esbranquiçada (Figura 1) (Lorenzi & Matos 2002). Apresenta ampla dispersão nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul (Verdi et al., 2005).

FIGURA 1. Plantas de Baccharis trimera em estádio vegetativo (A) e reprodutivo (B), ramo de inflorescência (C) e detalhe dos frutos aquênios (D) (adaptado de Carreira, 2007).


Ações farmacológicas

As diferentes propriedades atribuídas à carqueja na medicina tradicional vêm sendo estudadas e algumas foram validadas, como consequência dos resultados obtidos (Lorenzi & Matos 2002). A validação do efeito hipoglicemiante foi feita com extratos de B. trimera (Xavier, 1967; Oliveira et al., 1995; Dickel et al., 2007). Utilizando extrato aquoso cru da planta em animais, Soicke & Leng-Peschlow (1987) validaram suas propriedades hepatoprotetoras. As propriedades digestivas, antiúlcera e antiácida foram validadas em estudos com cobaias, ao mostrar que os extratos da planta reduziram a secreção gástrica e tiveram efeito analgésico (Gamberini et al., 1991) e anti-inflamatório (Gené et al., 1992). Extratos alcoólicos de carqueja apresentam potencial antimicrobiano, conforme comprovaram Bara & Vanetti (1997) e, Avancini et al. (2000) confirmaram essa atividade in vitro a partir do decocto da planta.
De acordo com Alonso & Desmarchelier (2006), algumas atividades farmacológicas da carqueja dentre as quais é possível destacar a atividade hepática, pois os flavonóides, em especial a hispidulina, possuem ação hepatoprotetora e antioxidante. Também foi evidenciada atividade antimicrobiana e inseticida, de modo que lactonas sesquiterpênicas apresentam atividade inibitória frente às cercárias de Schistosoma mansonii, e do crescimento do Trypanosoma cruzi (Alonso & Desmarchelier, 2006).
Lactonas diterpênicas e flavonas ,em especial eupatorina, demonstraram atividade molusquicida sobre Biomphalaria glabrata. Além disso, os diterpenóides exibiram atividade repelente frente às larvas de Tenebrio molitor. Em oncologia experimental verificou-se que hispidulina, gencavanina, cirsimaritina e apigenina apresentaram ação redutora da mutagenecidade demonstrada pela substância 3-amino-1-metil-5H-pirido(4,3-b)-indol no teste de Salmonella typhimurium. Também foi relatada ação antihipertensiva, que através de atividade diurética resultou em hipotensão arterial. No sistema digestivo apresenta atividade antiulcerativa, através da infusão da planta inteira. Uma mescla de diterpenos obtida do extrato clorofórmico da parte aérea demonstrou atividade antiespasmódica, por bloquear as contrações induzidas pelo cálcio (Alonso & Desmarchelier, 2006).

Contraindicações e interações

A carqueja possui baixa toxicidade por via oral.

Em pacientes hipertensos que estejam em tratamento com anti-hipertensivos pode ocorrer sinergismo e elevar o efeito do fármaco, havendo a necessidade de ajuste das doses em caso de ingestão simultânea de extratos com carqueja (Alonso & Desmarchelier, 2006).

O uso da carqueja concomitantemente a inibidores da síntese de proteína (tetraciclina, cloranfenicol e netilmicim) também acarreta uma interação agonista (Betoni, 2006).


Componentes químicos (rota biossintética)

A fitoquímica do gênero Baccharis tem sido extensivamente estudada desde o início do século vinte e, atualmente, mais de 150 compostos já foram isolados e identificados. Embora o gênero compreenda mais de 500 espécies, Verdi et al. (2005) relataram que apenas cerca de 120 espécies de Baccharis foram estudadas quimicamente. Os compostos mais frequentes são os flavonóides e os terpenóides, como monoterpenos, sesquiterpenos, diterpenos e triterpenos (Moreira et al., 2003; Verdi et al., 2005). Dentre essas espécies, cerca de 30 tiveram a atividade biológica estudada, destacando-se as atividades alelopática, analgésica, antidiabética, antifúngica, anti-inflamatória, antileucêmica, antimicrobiana, antimutagênica, antioxidante, antiviral, citotóxica, espasmolítica, gastroprotetora, hepatoprotetora, inseticida e vasorrelaxante (Kupchan et al., 1976; Soicke & Leng-Peschlow, 1987; He et al., 1996; De las Heras et al., 1998; Nakasugi & Komai, 1998; Torres et al., 2000; Weimann et al., 2002; Feresin et al., 2003; Oliveira et al., 2005).
A composição química da carqueja pode ser considerada regio-seletiva, ou seja, na parte aérea os constituintes químicos encontrados são predominantemente flavonóides (hispidulina, rutina, eupatorina, luteolina, nepetina, apigenina, kaempferol, cirsimaritina, cirsiliol, eriodictiol, 5-hidroxi-3', 4',6,7-tetrametoxiflavona, quercetina, 3-o-metilquercetina, genkwanina e 7,4'-di-o-metilapigenina), diterpenos (bacrispina, 1-desoxibacrispina, ácido hautriwaico e sua lactona), lactonas diterpênicas do tipo trans - clerodano (malonil clerodanos), estigmasterol, óleo essencial composto por á-pineno, â-pineno, canfeno, limoneno, acetato de carquejilo, carquejol, â-ocimeno, ledol e uma saponina derivada do ácido equinocístico. Por outro lado, no sistema radicular encontram-se diésteres terpênicos relacionados com o carquejol (Alonso & Desmarchelier, 2006).
Contudo, os flavonóides estão entre os metabólitos secundários encontrados em maior quantidade na Baccharis trimera e, que apresentam maior atividade terapêutica. Podem ser divididos em várias classes, de acordo com o grau de oxidação e de insaturação do heterociclo (Figura 2). Sendo assim, ocorrem flavonóis (e.g. quercetina), flavonas (e.g. luteolina), isoflavonas (e.g. genisteína), flavanonas (e.g. naringenina), antocianidinas (e.g. cianidina), flavanóis (e.g. epicatequina) e as proantocianidinas, ou taninos condensados, que são flavanóis poliméricos (Marques, 2008).

FIGURA 2. Diferentes classes de flavonóides (adaptado de Huber, 2008).

A biossíntese dos flavonóides (Figura 3) ocorre por uma via mista, a via do ácido chiquímico e a do acetato. O ácido chiquímico é o precursor do composto inicial da síntese dos flavonóides, a fenilalanina. Este aminoácido aromático depois de desaminado pela fenilalanina-amónia-líase (PAL) produz ácido cinâmico, que por ação da 4-hidroxilase cinamato é convertido em ácido p-cumárico. Estas duas enzimas estão associadas, o ácido cinâmico não é libertado pela PAL, mas sim transferido diretamente para o centro ativo da segunda enzima (Marques, 2008).

FIGURA 3. Biossíntese dos flavonóides (adaptado de Marques, 2008).

Posteriormente, ocorre a adição da CoA, catalisada pelo p-cumarato-CoA liase, originando a p-cumaroil-CoA, que ao reagir com três moléculas de malonil-CoA forma a naringenina chalcona. Esta reação é catalizada pela chalcona sintetase. Finalmente, ocorre a ciclização do anel C, catalizada pela chalcona isomerase, para formar a naringenina que por fim origina a hispidulina, por meio de metoxilação (Figura 3). Desta forma, nos flavanóides, o anel A é formado via acetato, enquanto o B resulta da via chiquimato e os três átomos de carbono que ligam o anel A ao B derivam do fosfoenolpiruvato (Marques, 2008).

CONCLUSÃO
A revisão bibliográfica possibilitou caracterizar morfologicamente a carqueja, expor algumas propriedades terapêuticas e, descrever a rota biossintética do flavonóide hispidulina, que se trata de um dos principais metabólitos secundários, responsável pelo efeito hepatoprotetor e antioxidante. A compreensão e conhecimento das enzimas e substratos envolvidos na biossíntese desse metabólito caracterizam-se como importantes ferramentas no controle de qualidade e na padronização da terapêutica da carqueja. Apesar dos estudos desenvolvidos com a planta, é importante a condução de novas pesquisas buscando determinar potenciais ações terapêuticas da carqueja e formas de ação. Em geral, no Brasil, considerando a grande diversidade de espécies potenciais, há uma maior necessidade de estudos relacionados à composição química e atividade terapêutica de plantas medicinais.

domingo, 21 de setembro de 2014

Lecitina


Olá Christian,

O Girassol é excepcionalmente melhor do que qualquer transgênico

Em 11 de setembro de 2014 13:12, Christian

> Boa tarde.
>
> Estive vendo um artigo em seu site ( http://luizmeira.com/girassol.htm ) e me interessei pela lecitina de girassol como alternativa à lecitina de soja.
>

Chocolates com lecitina de Girassol ou sem lecitina são mais seguros para o consumo.

A comunidade Européia produz estes chocolates, enquanto aqui a norma é soja acrescida de poli-glicerol, sub-produto contaminado de suínos.

> O sr. saberia me informar onde posso encontrar a lecitina de girassol para consumo direto aqui no Brasil?

Promovo a utilização de produtos integrais e biodinâmicos onde fracionados e concentrados são exceções terapêuticas ou produção de materiais.

>Numa breve pesquisa, encontrei apenas a lecitina de girassol no formato específico para aplicação na indústria alimentícia, mas me parece que esse formato não é adequado para uso como suplemento fitoterápico.
>

Produtos concentrados induzem esforço metabólico para diluir de forma hidroelétrica enzimática.

Produtos integrais são assimilados em harmonia tal qual a água de Coco ou Aveia.

> Agradeço a atenção e qualquer informação que puder me passar.
>

luizmeira.com/1.htm

> Muito obrigado.
>
> Christian

terça-feira, 10 de junho de 2014

Calmantes

Utilizar tinturas em altas doses e frequências
 
Aveia
Maracujá


Agora é a hora de colocar calmante na água dos bichos!
os fogos estão começando...

Passiflora, Avena sativa, Valeriana

Algum destes na forma de Tintura Mãe (álcool a 70%)
30 gotas para cada 100ml de água.

A sede causada pelos latidos e excitação fará beberem água com calmante até ficarem com sono. Esta forma diminui o risco de intoxicação pois o sono vem antes. Pode ser usada também com calmantes químicos de uso conhecido em humanos.
FOGOS MATAM !
IMPORTANTES RECOMENDAÇÕES
sobre o barulho dos fogos de artifício no Final do Ano: (lembre-se em primeiríssimo lugar de que os PÁSSAROS são as maiores vítimas deste inferno, morrendo do coração aos milhares por conta do ruído excessivo)
- Não use rojões ou fogos de artifício: os animais silvestres ou abandonados pelas ruas não contarão com ninguém para auxiliá-los em seu terror.
- Se você tem pássaros em casa, cubra suas gaiolas com um pano, e coloque-os em um lugar escuro, onde o ruído os alcance com o mínimo de intensidade, preferencialmente com uma suave música ambiente, em volume crescente, até a hora do inferno)
- Cães e gatos:
- Preferencialmente fique perto deles. Sua presença assegura-as de que a "ordem" e a "segurança" estão presentes.
- Não os alimente em excesso e utilize a mesma recomendação relativa ao uso de música ambiente suave feita acima.
- Não permita que cães em grande número permaneçam juntos, sobretudo se ninguém estará por perto: podem inclusive se matar uns aos outros, por puro terror
- Retire suas coleiras, para que não se enforquem ou estrangulem, sobretudo se permanecem num espaço onde acidentes desta natureza possam acontecer.
- Não permita sob hipótese alguma que possam fugir de casa: correm o risco de ser atropelados e morrer.
- Tente estar presente e sorrir para eles: sua tranquilidade é a melhor garantia para eles.
- Caso você não possa atender a estas recomendações, verifique com seu veterinário a possibilidade de sedá-los.
- Muitos recomendam a utilização de Florais de Bach, mas o tratamento, segundo dizem, precisa ter sido iniciado algumas semanas antes para surtir algum efeito.
_ Avise a todos que você conhece sobre os perigos acima, por favor.
E, sobretudo, lembre-se de comemorar com Alegria, o que é diferente de FAZER BARULHO!!!!!!!!!!!!!!!!

COMO PROTEGER SEUS GATOS DOS FOGOS E ROJÕES NO REVEILLON
Nós do AUG detestamos fogos e rojões. Só quem já viu o desepero de um animalzinho quando começa aquela barulheira sabe o quanto os fogos e rojões podem ser cruéis. Mas como sabemos que o reveillon está logo aí, seguem algumas dicas de como proteger os seus gatinhos no dia 31/12:

1 - Escolha um quarto ou cômodo da sua casa, e deixe os gatinhos fechados lá durante a festa de reveillon. Isso porque com o barulho dos fogos eles podem ficar desesperados e correr feito loucos pela casa e se machucar, ou se enfiar em lugares de difícil acesso. Em hipótese alguma deixe os seus gatos na rua nesse momento, pois ao se se assustarem com o barulho, eles podem fugir e se perder de casa

2 - Feche a janela desse quarto, para impedir a entrada dos sons. Você pode tentar minimizar o barulho dos fogos e rojões, colocando cobertores ou um colchão na janela.

3 - Faça "tocas" para os seus gatos se esconderem quando começar a barulheira. Vc pode improvisar e colocar um cobertor estendido sobre uma cadeira, por exemplo. Ou deixar a porta do guarda-roupa aberta. Ou colocar caixas de papelão com caminhas. O importante é que eles tenham um lugar seguro para se esconder.

4 - Não se esqueça de deixar a caixinha de areia, água e comida para os gatinhos nesse cômodo.

5 - Tire desse quarto todas os objetos que podem quebrar, ou então, que podem machucar seus gatinhos, como vasos, vidros, etc.

E é claro: não solte fogos e rojões na virada do ano! Comemore o reveillon com alegria, mas sem judiar dos bichinhos!